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O que diferencia quem fecha as portas e quem cresce nas crises

Especialistas colocam assunto em discussão para orientar empreendedores em tempos de incertezas

Publicada em 18/11/25 às 22:44h

por Redação CBTV


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Em um país onde empreender é, muitas vezes, um ato de coragem, a resiliência se tornou uma das competências mais valiosas para quem quer manter o negócio vivo. De acordo com a pesquisa Causa Mortis do Sebrae (edição 2024), 23% das empresas brasileiras encerram as atividades por falta de planejamento financeiro, 17% por má gestão e 9% por problemas de fluxo de caixa. A mortalidade ainda é mais alta entre micro e pequenas empresas, que representam 99% dos negócios do país, segundo o IBGE.

Em 2025, esse dado ganha novo peso diante de um cenário de juros elevados, com a taxa Selic estacionada em 10,75% ao ano, retração no consumo das famílias e aceleração tecnológica que impõe novos modelos de operação. “O empreendedor brasileiro aprendeu a lidar com crises, mas ainda precisa transformar resiliência em estratégia”, resume o CFO e publisher, Rodrigo Manoel, em análise recente sobre o ambiente de negócios no país.

Para o empresário Paulo Motta, fundador da Agência Blays, The Networkers Club e IMvester, atravessar crises foi parte inevitável, e decisiva, da própria trajetória. “Não existe sucesso sem tropeço. Em vários momentos precisei recomeçar, rever estratégias e aprender a ouvir o mercado. A gente aprende mais com os erros do que com os acertos. Planejamento é essencial, mas é a capacidade de reagir rápido que define quem continua em pé”, afirma.

A jornada de Motta reflete o que muitos empreendedores enfrentam em um ambiente em constante transformação. De uma falência no início da carreira à consolidação como empresário multifacetado, ele construiu seu caminho sobre três pilares: planejamento, inovação e networking. “Nenhuma empresa cresce sozinha. Estar cercado de pessoas que somam, trocam e provocam novas ideias faz toda a diferença”, explica.

Segundo o Sebrae, 60% dos empreendedores que participam de redes de relacionamento e capacitação conseguem superar os primeiros cinco anos de negócio, contra 42% entre os que não se conectam com outros empresários. O dado reforça a tese de Motta de que relacionamentos consistentes são ativos econômicos.

No cenário atual, marcado por transformações tecnológicas e pela pressão por produtividade, Paulo Motta defende que a resiliência empresarial vai além da sobrevivência. Trata-se de um modelo mental que permite enxergar o caos como matéria-prima para a inovação. “Toda crise traz um convite à reinvenção. Quando se entende isso, a empresa deixa de reagir e passa a liderar o movimento. Esse é o ponto-chave”, conclui.



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