O esquecimento, ou declínio da memória, já afeta mais de 40% de homens e mulheres acima dos 60 anos no Brasil. Embora seja um processo natural do envelhecimento, que projeta um cenário em que uma a cada três pessoas estará nessa faixa etária até 2050, jogos de tabuleiro e exercícios cerebrais têm se mostrado aliados importantes na prevenção de problemas neurológicos, além de promover mais saúde e qualidade de vida aos novos idosos. O Método Super Cérebro Longevidade, por exemplo, tem registrado ganhos cognitivos significativos entre alunos adultos a partir dos 45 anos até idosos com mais de 90 anos.
Segundo a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, que atua diretamente com o público maduro e acompanha de perto a realidade do envelhecimento no país, esse fenômeno não pertence ao futuro, mas ao presente. “O país está envelhecendo em velocidade recorde, mas ainda não se preparou emocional, estrutural, educacional e culturalmente para esse momento. Isso cria um cenário de medo, invisibilidade e despreparo que atinge tanto os profissionais da área quanto as próprias pessoas que atravessam a maturidade”, alerta.
Como consequência, Danniela observa diagnósticos tardios de demências, depressão e fragilidade, além do aumento de internações evitáveis, sobrecarga das famílias e perda acelerada de autonomia e funcionalidade. “Em cada história, vejo a mesma contradição: todos querem viver mais, mas poucos se sentem autorizados a viver a própria idade. Existe um peso emocional enorme em amadurecer em um país que idolatra a juventude e trata a experiência como ameaça. As redes sociais reforçam corpos jovens, rotinas aceleradas e produtividade extrema, enquanto quase nada se fala sobre profundidade, reflexão, solitude ou sabedoria”, pontua.
Dados recentes reforçam essa realidade. Levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, com base em números de 2023, mostra que os idosos brasileiros estão vivendo mais, porém convivendo com uma maior incidência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer, demências e Acidente Vascular Cerebral.
O Brasil já conta hoje com mais pessoas idosas do que jovens, tendência que deve se intensificar nas próximas décadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 2000, o país tinha 15,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Em 2023, esse número saltou para 33 milhões. “A expectativa de vida cresce, e isso exige mais cuidado com a mente para que o avanço da idade venha acompanhado de autonomia e qualidade de vida”, destaca a psicopedagoga.
Nesse contexto, trabalhar a saúde cognitiva torna-se essencial. Essa é a proposta do Método Super Cérebro Longevidade, com sede em Fortaleza, que estimula o cérebro por meio de desafios constantes, promovendo concentração, memória e raciocínio lógico.
Sobre as mudanças naturais de cada fase da vida, Danniela compartilha orientações importantes. Para ela, é fundamental parar de comparar o passado com o presente. “Cada fase tem sua potência. Os 20 oferecem velocidade, os 40 trazem clareza, os 60 carregam experiência e os 80 entregam sabedoria. Nenhuma é melhor que a outra, apenas diferentes”, afirma. Segundo a especialista, aceitar a passagem do tempo é aceitar a própria história, e o maior desafio está em manter o cérebro ativo e estimulado, independentemente da idade.
Números
No Ceará, 1,2 milhão de pessoas têm mais de 60 anos
1,4% da população total do Ceará é idosa
A projeção do IBGE aponta para 3 milhões de idosos no estado até 2060
Serviço
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza – CE
Informações: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace