Hoje pela manhã, recordando de muitas histórias de milhares de pacientes que já atendi, fiquei pensando sobre as suas lutas diárias.
Todos buscando uma solução, uma orientação e uma fórmula para resolver os seus problemas de saúde, para amenizar as suas dores, as suas angústias, muitas delas existenciais.
Observando essas trajetórias, buscando solução para os seus problemas físicos, causados por um desconhecimento quase que total de como o ser humano é formado, na sua tríplice configuração – Biológica, psicológica e espiritual.
Uma maravilhosa criação com o corpo humano, com seus complexos e desafiadores sistemas e os não menos intrigantes mecanismos celulares que surpreendem com revelações de novas descobertas diárias.
O acordar pela manhã buscando se alimentar para que todos esses mecanismos funcionem de forma adequada, para desenvolver habilidades, criar novas potencialidades, exercer trabalhos dos mais diversos para manter assegurar uma vida digna e seguir evoluindo nesse período médio de 80 à 90 anos.
Uma luta diária, constante para se manter bem, para buscar realizar os seus sonhos mais ousados e desafiadores.
Durante esse período muitas alegrias, conquistas e também momentos em que somos todos colocados à prova, para verificar a nossa capacidade de resistir aos mais variados embates e ataques contra o nosso organismo biológico.
Refletindo sobre isso e buscando na minha recordação, encontrei passagens de pacientes que foram sustentados com a energia vital de algum familiar especifico.
Vocês já se perguntaram qual é mesmo a finalidade dessa vida?
A vida física tem partes maravilhosas, os nossos sentidos nos permitem sentir de forma inequívoca.
A busca do conhecimento nos movimenta de forma muito intensa.
Saber que existe tipos diferentes de conhecimento também. O conhecimento comum e o conhecimento transcendente, aquele que inicia quando o conhecimento comum não consegue explicar e nem satisfazer as inquietudes que surgem no nosso interno em relação a vida e a existência.
Como conciliar essas duas situações e atender de forma harmônica e equilibrada, sem perder o foco no céu e na terra.
Se o meu organismo está de alguma forma desequilibrado, terei dificuldade para pensar nas possibilidades metafísicas que o Universo me oferece.
Se estiver na base da pirâmide evolutiva, ainda vou estar com quase todo o meu tempo utilizado, comprometido para resolver situações básicas, afinal estou na base da pirâmide.
Como absorver esses conceitos e tomar uma atitude valente e decidida para mudar essa realidade e iniciar um processo rumo ao conhecimento transcendente, metafísico que no final é o topo da pirâmide.
Entendo que necessito ter um compromisso firmado com a minha consciência superior para cumprir todos os passos necessários para o despertar da minha consciência transcendente.
Como realizar isso sem uma orientação, um exemplo que possa seguir para não me equivocar, para poder acessar meu mundo interno sem o risco de me extraviar nesse vasto mundo microcósmico que trago dentro de mim?
A doença do vazio, muito bem descrita por Carlos Bernardo Gonzales Pecotche na Ciência Logosófica, define essa inquietude, esse faltar algo e não conseguir definir com precisão. Ao mesmo tempo perambulamos pelo mundo com a certeza de que um dia vamos encontrar um Mestre que vai nos orientar para que possamos, cada um de nós realizar as grandes tarefas reservadas aos seres humanos nesse maravilhoso Planeta Azul.
A bussola da evolução não deixa dúvidas quanto ao Norte e a sua imantação é dirigida pela vida espiritual.
Para pensar e refletir.
Dr.Paulo Benites
Pneumologista, Alergista e Imunologista.
Docente da Fundação Logosófica.
14.01.2026
Jornalista
Pedro Ernesto Macedo